O mundo muda, nós mudamos com ele. Não há um caminho certo, apenas vários caminhos, cabe-nos a nós segui-los. Não esperem muito deste blog, não esperem pouco, não tenham expectativas sequer. Escrevo como o vento sopra, como mudam as fases da lua. Cada dia é um dia, venham apenas ler algo quando sentirem que o têm de fazer.
domingo, 17 de julho de 2011
Porque eu vou estar sempre aqui.
Cresce..mas mantêm o espírito
Quando crescemos e chegamos a uma certa idade, todos dizem para nos comportarmos como crescidos, porque já temos idade para isso. Mas então eu pergunto, desde quando é que são apenas algarismos que ditam a nossa vida? Que eu saiba não são eles que nos caracterizam. Mas porquê crescer? Crescemos em corpo, crescemos em mentalidade, mas e de espírito? Porque nos pedem para crescer? Nós já somos crescidos o suficiente, porque nos pedem para abandonar a nossa infância e o nosso mundo coberto de cores para passarmos a viver no deles, cinzento e sem verdadeiros sentimentos? Qual é o mal de não crescermos? Se crescemos em espírito torna-mo-nos chatos, cansados, sem paciência, apenas mais um a viver na monotonia.
Quando passeio na rua vejo adultos e crianças, estas correm, gritam, rebolam-se pela relva, estatelam-se no chão, saltam, riem, choram, vivem no seu mundo que poucos conhecem mas que todos podem entrar, são felizes à sua maneira, mas quando olho para os adultos vejo-os medir as palavras, os actos, os gesto, vejo-os tentarem não fazer figuras e não passar vergonhas, vejo-os calados e a falar num sussurro, vejo-os a andar quase como mecanizados, vejo-os infelizes...
Não percebo qual é o mal de de vez em quando, já nem digo sempre, evocar-mos a nossa criança interior. Tantas vezes que me apetece andar descalça e sentir a relva nos pés, de andar de baloiço, de correr estrada fora sem saber onde vou dar, de gritar ao mundo que amo aquela pessoa, de cantar alto, de dançar no meio da rua, de dizer olá a todos os desconhecidos que por mim passam...mas só me dizem 'Maria Inês, comporta-te'. Como querem que cresça e que respeite o que me foi incutido se nunca se deram ao trabalho de tentar pelo menos conhecer o meu mundo? No meu mundo todos somos livres, todos podemos fazer o que nos apetecer e está aberto a todos, apenas têm de me tentar conhecer e merecer por isso.
E então grita, corre, salta, faz o que outros dizem ser vergonhoso (com limites, claro), voa à tua maneira, viaja por países, por mundos, pinta com as mão e lixa-te para os pincéis, escreve com caneta, esborrata e volta a tentar, constrói aviões de papel e atira-os da janela, avança contra as ondas vestida, anda de patins dentro de casa, atira-te dum avião e faz queda livre, põe musica aos altos berros e liberta-te, grita da janela que o mundo é teu, sobe ao terraço e sente-te livre, parte pratos para afastar a frustração, queima papel para te acalmares, abraça quem te apetecer, beija quem tiveres de beijar, anda à chuva sem o medo de te constipares, caga para o que os outros pensam e faz o que tu queres...resumindo, luta, tenta, esforça-te e faz tudo o que tenhas para fazer enquanto podes, sê feliz porque a felicidade não é para todos, só para quem a procura!
sábado, 16 de julho de 2011
Estás mais perto do que pensas*
A despedida.
Doeu...doeu muito ver-te ir, doeu ver-te chorar compulsivamente nos ombros de outras pessoas e no meu, doeu aquele abraço, aquele abraço que desejei que nunca acabasse, doeu aquele x que desenhaste no meu coração, doeu, doeu muito, mas estive contigo e isso foi o melhor de tudo, saber que me querias lá, saber que estive lá no pior momento de todos...a despedida.
Doeu ver a tua mãe a remoer-se por dentro com um ar de culpa, doeu ver o teu irmão a afastar-se daquilo tudo...mas pior que isso, doeu ver-te a ti, perdida em lágrimas, completamente desesperada e assustada. Não podia fazer nada, só queria chorar e abraçar-te e sentia-me tão impotente ali e já tão só, sabendo que não estarás cá para me abraçar. Mas...fiquei feliz sabes? Fiquei feliz porque percebi que tens amigos que gostam realmente de ti, uma enorme comitiva que esteve ali contigo a amparar-te e a despedir-se, um grupo de amigos que eu tenho a certeza que não perderás.
Como tu disseste, foi doloroso, mas foi importante para mim, foi importante para mim saber que me escolheste para ultimo, que me abraçaste em ultimo, como se fosse a ultima pessoa que te abraçava e que o abraço lá ficava, porque os últimos são sempre os primeiros e eu senti-me assim, importante.
Sei que foi muito doloroso para ti, tanto que nem te viraste para trás quando te foste embora. Eu senti a tua dor e só quero que saibas que vou estar aqui.
Sei que vais conseguir ser feliz, com a ajuda de todos, o apoio do teu irmão, da tua mãe, dos teus tios, dos teus amigos e sobretudo de mim, vais conseguir superar esta fase e habituares-te.
Pensa para cima e olha em frente, todos estão aqui contigo.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Com esperança...Até logo.
Aquela mão que percorria os traços do meu rosto fazia-o com a maior delicadeza, quase como se eu fosse de cristal. Os teus olhos agarravam-se cada vez mais a mim, num olhar de tristeza e medo. O teu cabelo estendido ao longo da almofada sussurrava carinho. A tua respiração pedia ajuda e debatia-se contra o choro. E tudo em ti desejava que aquilo fosse apenas um pesadelo.
Um silêncio por vezes diz muito, mau ou bom, diz muito, e podemos dizer que os nossos silêncios são preciosos. Basta um olhar para percebermos que ambas temos medo, que ambas desejamos ficar, que ambas estamos perdidas, que ambas queremos chorar, que ambas nos amamos.
Falo por mim, uma voz só no meio de um sussurro infinito, a voz que é tua por direito e será sempre. Uma voz que diz que te ama, que és o seu orgulho, que és simplesmente tudo, a sua princesa, o seu anjo da guarda, o seu mundo, que garante e promete que nunca te deixará e que cumprirá tudo o que prometeu.
Assim como a noite sem a lua e as estrelas seria só, escura, feia, essa voz sem ti seria o mesmo.
Agora que nos impõem esta barreira só temos de a derrubar, de mãos dadas, como uma só, uma alma, um sorriso, uma lágrima, um abraço, um olhar, pois isso basta-nos para ser-mos uma.
Neste mundo todos são estranhos, todos são frios, todos são alguém. Nós somos nós, orgulhosas por passar-mos despercebidas e ser-mos ninguém, porque ninguém é perfeito e tu és simplesmente perfeita.
Encontrei-te enquanto uma guerra eclodia dentro de mim. Num momento era apenas um alguém que ninguém via e noutro, olhei em frente e aquela luz sorria-me, calorosa e familiar, vinda de não sei de onde...aquela luz eras tu, que em segundos me pôs em paz e iluminou o meu coração. Agora iluminas o meu caminho, guias-me, proteges-me.
O bater do teu coração anuncia a tua chegada, garante a tua presença e acalma em minha protecção. Esse som é o som das estrelas, aquele que me faz lembrar de não me esquecer de todos os pp's, aquele que silencia o meu medo e acalma o meu pânico de te perder. Aquele que agora me encoraja em não ter medo de te desiludir, aquele que me garante que não és como todos os outros, aquele que me acorda quando eu penso o contrario.
O brilho dos teus olhos reflecte tudo o que admiro...tu. As estrelas consolam-me quando não o posso ver, e sussurram-me aquele bater de coração que tanto me acalma. O vento solta uma brisa relembrando-me do teu cheiro. A chuva lembra-me as lágrimas que derramaste não só por mim, mas por tudo e todos, essas lágrimas que se tingiram na noite e se tornaram em suspiros.
Os vídeos fazem-me soltar risadas intermináveis e sorrisos inacabáveis.
Deixaste um pouco de ti em tudo o que percorreste e em mim, foi uma grande parte. Continuarás a marcar e a fazer-me mossas que são tão importantes quanto tudo e isso é o que me deixa mais feliz, porque nunca iremos ter um ponto final, apenas virgulas, e faremos de tudo para prosseguir com o tal texto corrido.
Pois isto não é um adeus, não é uma despedida...é apenas um até já.
Porque para sempre é para sempre, sem interrupções a meio.
Amo-te.
Sempre, Sempre?
Sim, Sempre!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Perdoo-te
Eu perdoo-te. Perdoo-te porque errar é humano, perdoo-te porque em tempos foste um alguém muito importante na minha vida e guardo a esperança de que o venhas a voltar a ser. Perdoo-te correndo o risco de cometer mais um estúpido erro de te perdoar. Perdoo-te porque não sou como tu. Perdoo-te porque sei que se não perdoasse viveria a pensar no que teria acontecido se o tivesse feito. Perdoo-te pela última vez, pois já não tenho dedos para contar as vezes que erraste comigo, que desististe de mim, perdoo-te porque para a próxima não quero nem voltar a ver-te!
Pontos..
Um círculo é apenas uma linha recta que não saí do sitio, que não ambiciona nada e se deixa levar em voltas e voltas sem se aperceber de que irá dar sempre ao mesmo, unindo-se sempre naquele exacto local. Tu és um círculo. Antes não...antes eras uma linha recta, sem inicio, sem fim, apenas com um percurso pelo meio, cheio de histórias para me contares e com os teus braços prontos para me aconchegares. Agora não, agora és um círculo monótono e sempre igual, atrás do que lhe dizem, atrás de quem te desenha e te faz depender dele. Talvez antes também fosses um círculo. Talvez não tenhas sido tu a mudar, talvez tenha sido eu a perceber que uma linha recta é apenas um conjunto de pontos que não conseguem suportar um simples desenho.
Assinar:
Postagens (Atom)


